Último Post

Setembro 16, 2009 por jeffersonchase

Deste blog.

Conforme alguns quase “cantaram a pedra”, nos mudamos. Agora estamos aqui: Pensamento Aberto.

Devotamos respeito a todos os que acompanham nosso blog, e em função disso, todos os comentários e respectivos posts migraram para o referido novo blog.

O motivo da mudança ? Bem, não deixamos de ter pensamentos dissidentes, é claro. O que ocorre, é que esse título “meio que” limitava a “personalidade” do blog.

A intenção não é APENAS criticar, mas sim, PENSAR de forma o mais livre possível, sem as amarras dos dogmas, do sistema econômico, das religiões, das doutrinas em geral, do cientificismo, da igreja, das escolas, da educação e etc.

Todos devemos buscar a máxima liberdade no pensar. Somente dessa forma, libertaremos nossa ação.

Chega de sistemas e cabeças fechadas. Nosso pensamento é ABERTO.

Chase

www.pensamentoaberto.wordpress.com

Não são posts…

Setembro 15, 2009 por jeffersonchase

Pra água não ficar parada (veja), vou compartilhar com vocês trechos de algumas músicas que tocam o meu coração. Não são “posts”, pois não consistem num texto concatenado, revisado e etc. São apenas excertos de algumas canções.

Eu navegarei no oceano do Espírito
E ali adorarei
Ao Deus do MEU amor

Eu adorarei ao Deus da MINHA vida
Que me compreendeu
Sem nenhuma explicação”.

Canção: Eu Navegarei

Acho lindo: “Que me compreendeu, sem nenhuma explicação”.

Chase

Suspenso

Setembro 13, 2009 por jeffersonchase

Vou suspender as postagens, novamente, por um tempo.

O motivo não é muito trabalho, desmotivação para escrever ou falta de ideias.

A verdade é, que preciso, novamente, reformular alguns pensamentos, aperfeiçoar algumas matizes de compreensão do mundo e de mim mesmo.

Voltaremos em breve.

Forte abraço em todos.

Chase

Analgésicos

Setembro 10, 2009 por jeffersonchase

Interessante o conceito de que o direito penal tem um efeito analgésico, ou simbólico.

O contexto, na prática, é o seguinte: Ocorre um crime bárbaro, cruel. De imediato, os parlamentares criam uma lei "dura", que resolverá o problema. Depois da "vacatio legis" daquela lei, aquele tipo de crime terá sua incidência diminuída.

É claro que não terá.

Mas essa lei é dada como analgésico para a sociedade. Ela se acalma. Ela é um símbolo de que o governo está fazendo algo para combater a criminalidade.

Imagino que muitas vezes queremos adotar a mesma postura com Deus. Será que queremos um Deus "analgésico" ? Quando eu estiver com um problema, tomo o "Deusflex", e então me acalmo. Será que Deus é só isso ?

Podemos também conviver com o Deus simbólico. Ele está ali, no local dos símbolos, e neste local ele pode simbolizar muita coisa: felicidade, bens, um carro, uma casa, segurança, sexo.

No meio disso tudo, há espaço para uma relação concreta com Deus ?

Óbvio que isso é uma questão de fé, e é dentro desse contexto que eu estou raciocinando, evidentemente.

Dentro dessa realidade da fé, onde fica a relação PURA e SINCERA com Deus ? Sem interesses ? Sem pedidos ? Sem cobranças ?

Há muito tempo venho concordando com a afirmação de Nietzsche, de que "Deus está morto".

Mas o Deus que morreu para mim, foi o "Deusflex" e o "Deus simbólico".

Pela fé, procuro construir o meu Deus, Criador do universo, sim, mas também meu melhor amigo, meu conselheiro, meu Mestre, meu tudo.

Esse é o Deus do meu coração e do meu entendimento.
Essa luta, por esse entendimento, é constante no meu interior.

cjc

Meus Credos

Setembro 10, 2009 por jeffersonchase

Estes meus posts mais introspectivos, acredito representarem esse momento que estou passando, de identificação do que me move. Talvez seja a chegada do aniversário, junto com a função de pai.

Em termos espirituais, algumas verdades básicas guiam minha vida:

a) Minha relação com Deus. Ele é o alvo. Ele é o caminho. Ele é meu Senhor e meu melhor amigo. Ele É.
b) Meu maior modelo, Jesus. Alguém que quase sempre eu não consigo seguir (tenho muitos, muitos defeitos), mas, vou morrer tentando. Ele é o maior, o perfeito. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Sempre oro: Deus, que eu seja um com o Cristo.

cjc

A Configuração de Uma Sociedade de Risco

Setembro 10, 2009 por jeffersonchase

Não sei, tecnicamente, se o mundo de ontem era mais perigoso que o de hoje.O que sei, é que depois da paternidade, comecei a prestar mais atenção aos riscos.

Riscos em geral, desde dar de cara com um psicopata em um beco escuro, até escolher a faculdade errada e perder um tempão danado pra corrigir um simples xiszinho num formulário aí qualquer de qualquer escola de nível superior.

Há também o risco de se envolver com a pessoa errada, que pode ser muito ou pouco errada, sendo a segunda opção pior, pois fica-se preso a um relacionamento que opera numa zona cinzenta de felicidade e funcionalidade.

Há o risco de uma camisinha estourar, e alguém ficar angustiantes 60 dias esperando pra fazer um simples Elisa.

Riscos, riscos e mais riscos. O próprio Deus disse (pra quem acredita): No mundo tereis aflições.

E não houve promessa de livramento. Se houve, elas não estão sendo cumpridas.

Para mim, tem sido um constante exercício, manter a tranquilidade, frente a tantas situações absurdas, injustas e sem explicação que ocorrem em nossas vidas e na vida do nosso próximo.

Viver é correr riscos. E depois da morte, quais riscos virão ?

cjc

Construções Dogmáticas

Setembro 7, 2009 por jeffersonchase

Nem todos estão dispostos a buscar o sentido mais profundo das matérias que estudam, ou mesmo da realidade que os cerca.

É aí que está a importância das construções dogmáticas.

“…a construção dogmática está a serviço da resolução dos problemas que apresenta a realidade da vida social, tarefa que parecia já olvidada em favor da mera elucubração teórica.” – Cleber Masson (Direito Penal Esquematizado).

E é dentro desse contexto que entendo o papel das igrejas.

As igrejas tem seu importante papel exatamente no ensino da dogmática, magistério este que deve ser voltado para a “resolução dos problemas que apresenta a realidade da vida social, tarefa que já” parece olvidada, em favor da exacerbação do emocionalismo e valorização da ignorância, ou, por outro lado, “da mera elucubração teórica”.

Igreja não é lugar de elucubração de nenhum tipo. E isso sabe que conhece o ambiente das igrejas.

E isso ocorre porque nas igrejas entra quem quer. Em geral, as portas estão abertas ao povo, e, repetindo nosso raciocínio esboçado na primeira frase: Nem todos estão dispostos a buscar o sentido profundo da matéria que estudam, ou mesmo da realidade que os cerca.

Isso não é ruim. Sinceramente, acredito que cada um nasceu para ser o que é, e essa diversidade torna o planeta mais interessante, criativo e até mesmo divertido. A heterogeneidade quase sempre é um fator muito positivo.

As igrejas, a fim de que possam cumprir adequadamente suas funções, devem repassar o ensino bíblico com equilíbrio, atendendo à razoabilidade, sem valorizar a ignorância, e, apresentar soluções para a vida das pessoas. Deve combater a desagregação familiar, elevar a auto-estima dos indivíduos, tirá-los do vício, da criminalidade, e tudo isso, fundamentado no referencial teórico de uma boa teologia.

Acredito que a função da igreja está perfeitamente esboçada no pequeno texto abaixo:
“Mateus 10:
7 E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.”

Sendo coerente com a linha de exegese que adoto, qual seja, simbólica, e não literal, entendo o “pregai” significando a apresentação de boas novas espirituais, a fim de que o homem possa viver um novo tempo, uma nova jurisidição, digamos assim; “curai os enfermos”, representa sarar a alma, restaurar a psiquê daqueles que talvez nem saibam, mas sofrem de doenças emocionais, psicológicas algumas resolvidas simplesmente com uma correta e segura orientação; “ressuscitai os mortos”, significa trazer sentido para a existência daqueles que já desistiram da vida, renascimento para aqueles que são apenas corpos vagantes, à procura de uma alma; “limpai os leprosos”, para mim, representa tirar o estigma que a sociedade inflige a algumas classes que a compõe, e melhorar a autoestima daqueles que se entendem “leprosos”; “expulsai os demônios”, é o exorcismo daqueles males que de tão reais parecem demônios personificados; por último, já prevendo que tudo isso poderia gerar muita grana, Jesus passou a orientação mais desobedecida pelas agremiações religiosas: “de graça recebestes, de graça dai”.

Entendemos que as construções dogmáticas não são ruins em si mesmas, e muito menos inúteis. Acreditamos que elas dão sentido à vida de grande parte da humanidade, nos incluindo, trazendo até mesmo vida abundante para milhares de sujeitos.

Quem deseja aprofundamento nos estudos, deve seguir caminho semelhante ao trilhado nos ambientes acadêmicos seculares, ou seja, deve transcender a inicial graduação, a mercadológica especialização, o pedagógico mestrado, e chegar ao doutorado, onde realmente deveria ser o momento adequado para o aprofundamento e até mesmo a inovação.

Quem quiser se aprofundar em temas espirituais, não encontrará esse grau de estudo nas igrejas, pois lá é onde ocorre a graduação e, no máximo, a especialização. Para o mestrado, devem ser buscados os bons seminários (fuja dos conservadores), e para o doutorado, temos as escolas de mistério sérias e uma ampla gama de livros que exploram a espiritualidade sob um viés, a princípio, menos prático e menos literal do que os estudos iniciais.

Nem todos serão doutores, e o mundo certamente não será pior por isso.

cjc

Os 26 Axiomas de Carlos Chase

Setembro 6, 2009 por jeffersonchase

a) Creio em um Deus que habita fora de nós;
b) Creio que nós também somos Deuses (pois somos, obrigatoriamente, UM com Ele);
c) Creio na morte. (é preciso crer ?);
d) Creio que os seres humanos são miseráveis (ao extremo, e de diversas maneiras);
e) Creio que a Bíblia é um livro de grande sabedoria;
f) Creio na falibilidade da Bíblia;
g) Creio que a Bíblia é complementável e complementar;
h) Creio na grande utilidade da teologia;
i) Creio que, se a teologia não ampliar seus horizontes, será um campo de estudo de 2ª categoria (falta pouco!);
j) Creio no importante papel das igrejas (quase todas elas);
k) Creio que somos inexorável e angustiantemente livres;
l) Creio na grande importância do dinheiro;
m) Creio que o dinheiro não pode comprar paz, felicidade, equilíbrio, harmonia na família, saúde perfeita e vida eterna;
n) Creio que o amor ao dinheiro nos torna miseráveis;
o) Odeio carnaval;
p) Odeio gente boçal;
q) Creio que o mundo seria melhor sem bebidas alcoólicas;
r) Creio que o mundo seria bem melhor sem as drogas (alucinógenos que causam dependência);
s) Creio que supervalorizamos o sexo;
t) Creio de deveríamos fazer mais, e melhor, sexo;
u) Creio que não há o céu que nos ensinaram;
v) Creio que não há o inferno que nos ensinaram;
w) Creio que não há o Satã que nos ensinaram;
x) Creio que a relação com Deus não se fundamenta no escambo de obediência por boas colheitas e saúde;
y) Creio que sou mutável (eu prefiro ser…);
z) Creio que esta lista é mutável (assim eu espero, porque pensamento fixo é coisa de psicopata).

cjc

E você, é um incorrigido ?

Setembro 4, 2009 por jeffersonchase

"Não há criminosos incorrigíveis, e sim incorrigidos."

Qual será o contexto em que Concepcíon Arenal disse essa frase ? Eu não sei.
De qualquer forma, o Correcionalismo Penal despertou minha criatividade. E fora do Direito Penal.

Dado que o DP tem o caráter de subsidiariedade, estamos tratando aqui exatamente daquelas "infrações" não tipificadas como crime, ou nem mesmo ilícitas.
Nossos desvios de caráter, alguns só conhecidos por nós mesmos, outros já publicizados, nos tornam "criminosos" incorrigíveis ? ou incorrigidos ?

Nos tornam "criminosos" ?

Não matar, não roubar, e etc, isso é fácil. Pelo menos pra mim. A pedra no sapato, são os "defeitozinhos", que tanto perturbam os que tem o defeito de não se aceitarem.

Pensando bem, e acompanhando o insight, acredito que o lance seja esse: Tirar a "coisa" do âmbito da "correção ou incorreção" e colocá-la no campo do debate e da aceitação. Aceitar para enxergar, e após enxergar, debater. Consigo mesmo. Ficar amigo do "defeitinho", entender suas razões, e chegar a um acordo que proporcione paz e sanidade.

Aqui não cabe o Correcionalismo Penal, e nem correcionalismo algum.

Essa é a minha conclusão.

cjc

O Sistema

Setembro 3, 2009 por jeffersonchase

Esse lance do livre-arbítrio já foi objeto de muitas muitas muitas discussões, debates.

Investigações sobre sua existência ou não, seu alcance, seu âmbito operacional, etc etc etc.

O fato é que, concretamente, há situações onde o livre-arbítrio é, senão espancado, colocado na parede, de costas com uma arma na cabeça e com um PM apalpando sua não mais tão livre, bunda.

Os exemplos são muitos:

1) Um médico, num hospital absurdamente lotado e estupidamente sem leitos suficientes. Dois pacientes. Um vai morrer. Outro, se não ocupar o leito do pré-moribundo, conhecerá o sheol. O que o carinha de branco fará ? Nesse momento, seu livre-arbítrio já está na calçada, com o coturno do PM amassando seu pescoço.

2) O Fiscal de Rendas. Sua mãe está com câncer. Precisa ir para São Paulo, hospital Sírio-Libanês. Valor aproximado do tratamento, estada, etc: R$ 30.000,00. Ele sempre foi honesto, portanto, não tem essa grana. Chega em uma empresa: Valor da multa: R$ 1.000.000,00. O empresário saca o cheque: "Vamos resolver isso agora, meu patrão: R$ 50.000,00. Livre-arbítrio ? Chama ele aí ! Saiu correndo…

As situações são muitas. E o livre-arbítrio, para mim, é apenas uma doente utopia.

cjc